O touro nunca se perdeu.
Qual o sentido de o procurar?
Afastando-se do seu próprio despertar, acaba emaranhado.
Perde a intimidade consigo mesmo ao encobrir sua natureza própria.
Sua casa fica mais e mais distante. As estradas laterais e as encruzilhadas se confudem.
Desejo por ganho e medo de perda queimam como fogo.
Ideias de certo e errado disparam como flechas.
trad. Monja Coen
1. gravura do Jugyuzu - "As dez gravuras de domar o touro" do mestre Kakuan Shion Zenji. As dez gravuras representam os degraus que levam ao despertar da consciência.
Na primeira gravura, os cristãos iniciam a prática espiritual, em busca do “eu”
original, para assim se unificarem a Cristo. O pastor ou monge pode ser comparado com o filho pródigo em
Lucas 15:17: "Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti."
O pastor, como o filho pródigo, está chocado ao
descobrir que está perdido. O que ele busca, é o
caminho de volta para a casa de seu Pai (a origem de tudo), na
linguagem de Jesus, “O Reino de Deus. O lar do cristão está nele (Lucas 17:): "Disse o pai: Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu", assim como o pastor e o filho pródigo, todos os cristãos são convidados a
percorrer o caminho rumo ao “Reino de Deus”, ao “eu” original.
Os cristãos contemporâneos se desviaram do caminho devido ao
materialismo. Thomas Merton argumenta que "a contemplação é tanto um dom, graça, como uma arte". Infelizmente, essa arte foi deixada de lado. Precisamos
de disciplina, e a série das dez gravuras fornecem tais instrumentos. Recebamos e pratiquemos com profunda gratidão este dom de nossos
irmãos e irmãs do Zen.
Para ilustrar esse conceito, o pastor é chamado a iniciar sua jornada espiritual se unindo ao touro. O touro e o pastor são na verdade um só, mas à primeira vista podem parecer que estão separados. Os cristãos e Cristo são na realidade um,
mas a principio também podem estar separados, e o praticante se une a Cristo através da meditação e oração. Procurar o touro, é o movimento de retorno a Cristo em busca da identidade original que foi perdida dentro dessa cultura materialista.
do artigo: "Aprendizagem de uma vida cristã contemplativa através das "Dez gravuras do touro e o pastor."
Jaechan Anselmo, entrou para a abadia beneditina em Waegwan
na Coréia do Sul em 1991. Depois de sua ordenação sacerdotal em 2001, foi
diretor de vocações e dirigiu o programa de experiência monástica para a
juventude. Atualmente pesquisa a obra de Thomas Merton e o diálogo
monástico inter-religioso. Em 2006, publicou o livro, “Ação e Contemplação ” como entendido no Salmo 131.


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