"Através do som, você obtém a entrada.
Pela visão, fica face a face com a origem.
Todos os seus sentidos estão em ordem e
harmonia.
Manifesta-se presente em todas as atividades.
É como o sal na água e a cola na tinta.
Ao levantar as pálpebras, descobrira que não há
outro além de si mesmo."
trad. Monja Coen
3. gravura do Jugyuzu - "As dez gravuras
de domar o touro" de mestre Kakuan Shion Zenji. As dez gravuras
representam os degraus que levam ao despertar da consciência.
Na terceira gravura, o touro não está mais
escondido, o “Eu” do contemplativo lhe revela que Deus também não está mais camuflado, e que é a sua própria essência. Esse fenômeno é o “início da graça”, para usar um
termo cristão, que é o retorno à nossa verdadeira natureza, com a mente unida
em Cristo. O carisma da autoconfiança é o carisma que a terceira gravura
representa, o touro não está mais fora de vista, agora o pastor deve confiar
apenas em si mesmo. Torna-se mais determinado em experienciar sua própria natureza.
Por meio da confiança em si, o contemplativo encontra Deus em seu interior. O
Deus oculto é revelado a ele, como a "origem". O conflito do cristão
contemplativo durante os períodos de meditação e oração, muitas vezes é o combate
contra sua própria escuridão espiritual. Essa luta acontece conscientemente, já
com o boi enlaçado – a mente inconsciente e indisciplinada procura a energia do
sopro de Deus para domá-lo. De tal modo a luta do pastor com o touro bravo, o cristão
se depara com a mente inconsciente e indisciplinada diante de Deus e deve continuar
persistentemente em sua presença. A dificuldade dos primeiros passos do roteiro
é indispensável e aceitável. Para avançarmos, não devemos nos distrair. “Sem
sofrimento, e sem nenhum ganho!” Neste ponto, no entanto, o praticante não
elimina as emoções negativas ou pensamentos que lhe dão ânimo, ele ou ela deve
percorrer o “caminho do meio” em vez de um ascetismo excessivo. O Budismo ensina
que para cada aspecto da vida, a maneira adequada da mente se unificar entre extremos,
é a senda do caminho do meio.
do artigo: "Aprendizagem de uma vida
cristã contemplativa através das "Dez gravuras do touro e o pastor."
Jaechan Anselmo, entrou para a abadia
beneditina em Waegwan na Coréia do Sul em 1991. Depois de sua ordenação
sacerdotal em 2001, foi diretor de vocações e dirigiu o programa de experiência
monástica para a juventude. Atualmente pesquisa a obra de Thomas Merton e o
diálogo monástico inter-religioso. Em 2006, publicou o livro, “Ação e
Contemplação ” como entendido no Salmo 131.

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