Na religião cristã, por exemplo, uma das festas mais importantes é o Natal. Um grupo de monges ocidentais decidiu, no ano passado, festejar esse dia de uma maneira especial, com uma cerimônia de presentes e premiações. Vários de meus discípulos estranharam isso e comentaram: "Se ele foram ordenados como budistas, como podem celebrar o Natal? O Natal não é uma festa cristã?" Na minha palestra sobre o Dharma, expliquei que todas as pessoas do mundo são fundamentalmente as mesmas. Chamá-las de europeus, de americanos ou tailandeses apenas indica onde nasceram ou a cor de seus cabelos, pois todos têm, basicamente, o mesmo tipo de mente e de corpo; todos pertencem à mesma família de gente que nasce, envelhece e morre. Quando entenderem isso, as diferenças perderão a importância. Da mesma forma, se o Natal é uma ocasião em que, de certo modo, as pessoas se esforçam particularmente para fazer o que é bom e benéfico aos outros, isso é maravilhoso e muito importante; o sistema adotado não é relevante. Então eu disse aos aldeões: "Hoje chamaremos essas festa de Chrisbuddhamas. Enquanto as pessoas praticarem apropriadamente, elas estarão praticando um Budismo cristão e tudo vai bem." Ensino desta maneira para obrigar as pessoas a se LIBERTAREM DE SEUS APEGOS A VÁRIOS CONCEITOS e a compreenderem o que está acontecendo de uma maneira direta e natural. Qualquer coisa que nos leve a ver a verdade e a fazer o bem é pratica correta. Você pode chamá-la como quiser."
Ajhan Chah, Uma Tranquila Lagoa na Floresta

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