“Embora estejamos quase sempre vivendo baseados na delusão, não pensamos que nossos pensamentos sejam delusórios; vivemos sem mesmo considerar esta possibilidade. Por quê? Porque estamos completamente imersos em pensamentos delusórios, nós os tratamos como se fossem reais. Quando fazemos zazen e sossegamos, nós vemos claramente como somos dominados pela delusão.
Zazen é de fato a postura de “Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!’” (Lucas 18:13). No nosso zazen, percebemos a natureza ilusória dos pensamentos e não importa o quão poderosos eles possam ser, nós não corremos atrás deles, não tentamos nos livrar deles nem agir de acordo com eles. Então, zazen é a postura de “Nós sabemos que nosso antigo eu foi crucificado com ele” (Romanos 6: 6) ou“ Eu fui crucificado com Cristo” (Gálatas 2:19). No final das contas, zazen é a expressão mais pura de “Fique quieto e saiba que eu sou Deus!” (Salmos 46:10).
Quando Dogen Zenji intitulou seu manual de zazen “Recomendação Universal do Zazen”, ou Fukanzazengi, ele expressou a natureza de sua prática de zazen como uma religião verdadeira e universal, ao invés de uma prática destinada a produzir um número seleto de uma elite iluminada”.
Kochô Uchiyama, foi um importante sacerdote Sōtō Zen, mestre de origami e abade do mosteiro Antaji, perto de Kyoto, no Japão. É autor de mais de vinte livros sobre Budismo Zen e origami dentre os quais o mais conhecido, na tradução para o inglês, é o livro Opening the Hand of Thought (Abrindo a Mão do Pensamento). Formou-se na Universidade Waseda com um mestrado em filosofia ocidental em 1937 e foi ordenado sacerdote em 1941 por seu mestre Kodo Sawaki. Tornou-se abade de Antaiji após a morte Sawaki em 1965 até se aposentar em 1975, quando foi morar em Nokei, também perto de Kyoto, onde viveu com sua esposa. Na aposentadoria continuou a escrever, em grande parte, sobre poesia.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.