"Com a ajuda dos ensinamentos e inquirindo sobre
as doutrinas, ganha-se alguma compreensão: as pegadas foram encontradas.
Agora sabe que os recipientes, embora variados,
são todos de ouro e que o mundo objetivo é um reflexo do Eu.
Entretanto, é incapaz de distinguir o que é
correto e incorreto. Sua mente ainda confunde a verdade e a falsidade.
Como ainda não adentrou o portal, dizemos,
provisoriamente, que viu as pegadas."
trad. Monja Coen
2. gravura do Jugyuzu - "As dez gravuras
de domar o touro" de mestre Kakuan Shion Zenji. As dez gravuras representam
os degraus que levam ao despertar da consciência.
Através da segunda gravura, os cristãos podem instruir-se
no caminho contemplativo fundamental. Assim como o pastor se depara com os
rastros das pegadas do touro, os cristãos também têm de procurar os rastros
mais profundos de Deus em si mesmo, aliado ao estudo das escrituras, da
tradição, e da prática meditativa. Na vida cristã contemplativa, as escrituras são
ferramentas úteis para atravessar o portal do reino de Deus. Entretanto, não
podemos conhecer perfeitamente a Deus somente através das escrituras ou de
doutrinas. Temos que perceber que não podemos compreender a verdade como um fim
para a qual nada pode ser acrescentado, e que esta “não-compreensão” da verdade
é o caminho para o desenvolvimento espiritual. Esta percepção relativa ao
"não-saber", conduz o praticante à uma consciência elevada. Uma vez
que a vida contemplativa pode não ser um processo de conhecimento intelectual,
mas um processo de "não-saber" (vide A noite escura de São João da
Cruz). A união com Deus por meio de
experiências contemplativas é um processo inacabável, muito além da compreensão racional. Através da meditação os cristãos têm a percepção de que Deus se faz
presente em todo lugar. Com essa consciência, o segundo passo do contemplativo
é encontrar Deus em seu interior.
do artigo: "Aprendizagem de uma vida
cristã contemplativa através das Dez gravuras do touro e o pastor."
Jaechan Anselmo, entrou para a abadia
beneditina em Waegwan na Coréia do Sul em 1991. Depois de sua ordenação
sacerdotal em 2001, foi diretor de vocações e dirigiu o programa de experiência
monástica para a juventude. Atualmente pesquisa a obra de Thomas Merton e o
diálogo monástico inter-religioso. Em 2006, publicou o livro, “Ação e
Contemplação ” como entendido no Salmo 131.

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