Pergunta
Você diz que o Zen quer
alcançar a mais alta sabedoria e o amor mais profundo, mas algumas pessoas
pensam que o Zazen produz indiferença aos outros, eles dizem que é o oposto da
caridade ativa ensinada pelo Cristianismo. Como você diria que o Zazen
desenvolve uma atitude amorosa?
Resposta
A dimensão última, nas
profundezas do ser, a dimensão suprema da vida, é a consciência universal e o
amor. Cada um não pode existir sem o outro. Verdade e amor são uma e a mesma
coisa. Então você pode dizer que a caridade ativa ensinada pelo cristianismo
está incluída nessa dimensão e é uma emanação direta dela. O Budismo Zen é
também uma religião de amor porque é a religião dos bodisatvas que abandonam
tudo para ajudar os outros, para trabalhar pela salvação dos outros antes da sua própria salvação (e nessa prática, ele vai ainda mais longe do que o
cristianismo). E o primeiro dos preceitos é “fuse” caridade - que significa
mais do que um dom material; Significa doar moralmente também, se sacrificar.
Não apenas dando a alguém, mas dando a si mesmo e dando a Deus, e a Buda. Mas
onde está a fonte desta caridade ativa, se não na experiência do próprio
coração, do ego profundo, que é o de cada existência, adquirida através
da meditação? O Zen também ensina a harmonia, harmonizando-se com as outras pessoas,
cantando junto os sutras, meditando juntos, cultivando a harmonia juntos. Em
japonês, ser monge significa se harmonizar. A solidão interior espiritual é
positiva, mas é preciso sempre harmonizar-se com os outros também. "Todos
vamos juntos, além do além, para a outra margem."
cap. - Zen e Cristianismo
do livro: "Perguntas e
Respostas a um Mestre Zen: Taisen Deshimaru"


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