O confronto terminou.
Ganhar ou perder já não importam.
Cantarolando músicas campestres dos lenhadores e
entoando canções simples de crianças do campo, monta as costas do touro, seus
olhos fixos em coisas não da terra, mas do céu.
Mesmo que seja chamado, não virará a cabeça.
Por mais que seja atraído não voltará mais.
trad. Monja Coen
6. gravura do Jugyuzu - "As dez gravuras
de domar o touro" de mestre Kakuan Shion Zenji. As dez gravuras
representam os degraus que levam ao despertar da consciência.
Na sexta gravura, quando o pastor volta para
casa tocando sua flauta alegremente, o cristão que reza a Deus sem distrações
encontra seu "lar espiritual" (o reino de Deus) e a paz plena.
“E, chegando a casa, convoca os amigos e
vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha
perdida. E achando-a, convoca os amigos e vizinhos, dizendo: Alegrai-vos
comigo, porque já achei a dracma perdida.”
Lucas 15:6-9
“Tenho lhes dito estas palavras para que a
minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.”
João 15:11
Através da experiência contemplativa diligente,
o cristão alcança o plano de autodomínio e perfeição. A prática da perfeição por meio do
autocontrole espontâneo, pode ser comparada a “montar no touro sem dificuldade”.
Este avanço vem depois de batalhas ardentes em querer apreciar a Deus de modo
profundo, em estar consciente da sua Natureza-Buda em cada ação e pensamento.
Por meio da sabedoria, a ignorância do praticante é treinada e diluída.
Neste "montar o touro", os cristãos devem compreender como o Zen
explica o autoconhecimento. Do ponto de vista do Zen, o autoconhecimento é a
abertura dos portões do coraçãomente para o reconhecimento dos próprios dons, das disposições e da percepção da sua própria capacidade ilimitada, bem como também
das suas fraquezas. O autodomínio significa viver uma vida no presente momento,
unida ao “vazio” de um falso “eu”. Além disso, através da experiência da
unicidade durante a prática contemplativa, os cristãos têm a oportunidade de
compreender que a jornada individual é seguida por dons espirituais, como
liberdade e alegria. No entanto, o amor e a alegria não são experimentados como um "lugar espiritual" original, até que se alcance a consciência de Deus.
Através da transcendência sob a graça do Espírito Santo, a prática contínua
na presença de Deus ajuda o praticante a descobrir o caminho de estar cada vez mais próximo da morada de Deus.
do artigo: "Aprendizagem de uma vida
cristã contemplativa através das "Dez gravuras do touro e o pastor."
Jaechan Anselmo, entrou para a abadia
beneditina em Waegwan na Coréia do Sul em 1991. Depois de sua ordenação
sacerdotal em 2001, foi diretor de vocações e dirigiu o programa de experiência
monástica para a juventude. Atualmente pesquisa a obra de Thomas Merton e o
diálogo monástico inter-religioso. Em 2006, publicou o livro, “Ação e
Contemplação ” como entendido no Salmo 131.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.